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INSTAGIRLS

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estarei lançando na #CCXP18 meu primeiro #sketchbook, #InstaGirls

InstaGirls  é um compilado de ilustrações que faço como exercício antes de começar os trabalhos e posto em meu instagram como uma forma de exercitar ideias e traços. Todos feitos “de cabeça” como resultado das varias influências e inspirações, a começar por minha esposa, uma navegada no próprio insta, uma ida ao shopping, praia, lanchonete. Fica tudo registrado na retina pra depois serem interpretados no papel. Os desafios estão nas dobras de roupa e pele, no perfil para que não se repita parecendo a mesma garota, no lifestyle, na dinâmica dos movimentos e ângulos, mostrando que tudo é lindo e inspirador.

será uma edição limitadíssima e estará a venda no estande da Chiaroscuro Studios (acompanhe a programação e saiba quando me encontrar aqui). era uma parada que queria fazer a tempos e depois de muito incentivo finalmente meti as caras.

FLOW

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aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo me vem essa ideia de um print pra levar pra #ccxp18 e não poderia deixar passar, né?! poxa, é a Estelar vs She-Hulk num WWE  inspirado, lógico, na serie GLOW

até aí tudo bem se não fosse os 3 projetos para serem finalizados antes da viagem pra ver ser rola alguma novidade pro ano que vem (se eu quiser continuar nessa vida quadrinística) e, principalmente, se meu comutador não estivesse em seus últimos dias (10 anos do último upgrade, o bichinho) e minha tablet queimada… é, voltei para os anos 90,s e 2000. a tendinite que não tive em 13 anos de trabalho com mouse, quase tive em 18h nesta arte. sim, foi o tempo que essa brincadeira me custou entre composição, linhas e cores. mas até que o resultado ficou bacana. “las super chicas lutadoras

 

PENÉLOPE

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essa semana o Universo Guará anunciou seus primeiros títulos de quadrinhos. este universo vem na onda do sucesso d’O Doutrinador que recentemente estreou (bem estreado) nas telas de cinemas brazuca. um destes título é PENÉLOPE.

cria de kika Hamaoui e Gabriel Wainer, que também escrevem o roteiro, surge como o primeiro spin-off do Doutrina. teve uma rápida participação no filme estendendo-se mais no seriado (que estreia ano que vem -2019- no canal SPACE). nos quadrinhos terá sua história esmiuçada contando como saiu lá das terras de Manaus, onde sofria abusos, e se torna uma mulher “modafoka” numa mistura de LUCY e NIKITA

desenhos são meus e cores de Alzir Alves e Osmarco Valadão.

 

OBRIGADO, MESTRE

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hoje é um dia triste para os fãs de quadrinhos. partiu o cara mais importante da cultura pop na atualidade. o mestre Stanley Martin Lieber ou como nós conhecemos: STAN LEE.

co-criador de panteão de super-heróis da Marvel, viveu bem com seus personagens. apaixonado pelo que fazia, era fã numero 1 de suas criações. sua histórias motivaram e motivam muita gente, inclusive a mim. e não é só na ficção, na vida real também. uma delas é de quando ele já estava a ponto de desistir, lá pelos seus 40 anos (ou quase), e sua esposa falou a frase que mudaria pra sempre o cenário dos quadrinhos “pq vc não escreve os seus próprios personagens?”. boom! por causa desta história eu continuo trilhando este caminho. sim, quero mudar as coisas. quero acreditar no que eu faço. acreditar que isso pode fazer bem a alguém como ele mesmo disse: “Eu costumava ficar envergonhado porque eu era apenas um escritor de quadrinhos enquanto outras pessoas construíam pontes ou iam para carreiras médicas. E depois comecei a entender: o entretenimento é uma das coisas mais importantes na vida das pessoas. Sem isso eles podem parar no fundo do poço. Eu sinto que se você é capaz de entreter as pessoas, você está fazendo algo de bom… mas só porque algo é divertido, não significa que tenhamos que cobrir nossos cérebros enquanto o lemos! Parece-me que uma história sem mensagem, por mais subliminar que seja, é como um homem sem alma.”

o numero 1 da Marvel se foi no mesmo ano em que meu grande amigo Carpalhau nos deixou.  fã do Lee a ponto de cravar em seu braço sua frase característica: Excelsior! Carpa também acreditava na força revolucionária dos quadrinhos.

Stan Lee ficou sabendo disso e correu bater um papo daqueles com o Carpa. lá deve estar melhor bem do que aqui e tenho certeza de que os dois juntos mandarão bastante energias e forças pra galera daqui para que não desistam, para que acreditem, sonhem e inspirem.

obrigado e Excelsior!!!

#stanlee #ripstanlee

VIVER DE ARTE? DESISTE!

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esse título é a primeira porrada que levamos quando descobrimos que temos aptidão para alguma coisa. o nosso primeiro não e isso pode determinar toda a nossa vida. pq parece um erro, ofensivo e acaba que somos tratados como débeis ou com síndrome de peter pan e passamos nossa existência tentando nos encaixar numa forma pré estabelecida e com várias seções no terapeuta amigo para nos encontrarmos.  é pra isso que eu vim? é pra isso que vc veio?

como muitos sabem, aqui em casa somos dois doidos varridos. um ilustrador de quadrinhos e uma bailarina vivendo com 100% do resultado de nossa produção. sem salários fixos, paitrocíneo, heranças… nada! e ainda por cima criando uma criança. saímos para caçar todos os dias se não, não temos o que comer. drama? não. escolha!!! e é lembrar desta escolha, de ser de fato o que nós somos e fazer o que viemos fazer neste mundo que nos impulsiona. não é uma jornada fácil. abdicamos de muitas coisas, mas sabemos o nosso lugar e o resultado é o não arrependimento de nada do que fazemos, e o que deixamos de fazer definitivamente não faz falta e seguimos pq se é pra se quebrar pra conquistar nosso espaço, que ele seja mesmo nosso!

a arte em si já é super desvalorizada. desde cedo aprendemos que balé é coisa de menininha e quando crescer precisa fazer coisas mais “sérias”,  nos quadrinhos é do mesmo jeito e como ferramenta cultural inclusiva é desacreditada ficando apenas como um meio de vender produtos.

pelejamos e às vezes a vontade de desistir é enorme e aí fazemos uma lista de tudo que já “fizemos e acontecemos”, Deus dá um sacode e continuamos. o mundo precisa disso, nós precisamos disso!!

enfim, vivemos de arte pra viver e tudo isso gera um mix de sentimentos que é difícil de expressar. toda essa mistura de alegria do encontro com a angústia da opressão pelo modus operandi do lugar em que vivemos mostramos do jeito que nós somos: com a arte que temos!

cada um tem sua vida, seus caminhos, sua realidade, mas só vc pode transformá-la. então faça o seu melhor sendo a sua melhor versão!

[na ilustra: fary adams by me]

Excelsior

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Há pouco mais de uma semana a cena carioca de quadrinhos perdeu o seu maior realizador e o quadrinho de forma geral um apaixonado. João Paulo, popularmente conhecido por Carpalhau.
Sua paixão pelos quadrinhos era intensa.  Por ser dislexo, aprendeu a ler com os gibis então lutava ferrenhamente para expansão dessa arte, principalmente para as crianças.

Demorei um pouco pra falar disso no blog pq senti e ainda sinto muito essa perda. Carpa era parceiro e por mais que divergíssemos em alguns pontos, tínhamos planos e o mesmo objetivo, o do quadrinho ser para todos!

Conversávamos sobre fazer mais trampos juntos, no fim só saiu um “Pedra Rara”, pela Capa Comics (selo que fundou em 2013 junto com outros artistas em Duque de Caxias), onde desenhei uma das histórias que ele escreveu.

Grande fomentador cultural e que levava a baixada com ele para onde fosse e levava cultura de onde fosse para abaixada. Sua paixão pelos quadrinhos como arte e cultura inclusiva era feroz ao quadrinho como um braço do mercado geek, que mais segrega do que une e inclui.  A cabeça do cara não parava e a vontade de botar todos no barco era o motivador. política de exceção não era com ele. a parada era inclusão total.

Ele sabia que os quadrinhos poderiam salvar a molecada da baixada e das regiões periféricas. Ele sabia do poder dos quadrinhos para dar uma direção praquele cabra perdido.

Criou a #gibizeira. Evento itinerante onde o artista não pagava mesa. Era de grandes eventos literais, bares, shoppings e até nas estações de trem. como disse, ele queria o quadrinho para TODOS.

O cara era phoda!

foi encontrado por sua esposa, quando mexia em seu computador, os 10 conselhos dele para produzir arte:

1) Quando você começa uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo: Se não sabe o que é impossível, não é difícil realizar;
2) Se você tem uma ideia do que vai fazer, então simplesmente faça;
3) Quando você começar, vai ter que lidar com os problemas do fracasso;
4) Espero que você erre: se você erra significa que está fazendo algo.
5) Os problemas do sucesso são maiores do que do fracasso;
6) Conhecimentos secretos: Autoconfiança;
7) “Isso é ótimo, você deveria aproveitar”: Viva a viagem;
8) O mundo está mudando, as velhas regras caindo e ninguém sabe o que vira. Deste modo crie a suas próprias regras;
9) Se não puder ser sábio, finja ser. Mas faça o que um sábio faria;
10) Deixe o mundo mais interessante por você estar aqui: Faça boa arte

no resta agora seguir esses mandamentos

Deixou aqui tb uma linda e forte homenagem do Rapha Pinheiro: Escelsior!

CCXP > ENEM

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ser aprovado na CCXP ganhou proporções maiores do que ser aprovando no ENEM ou em primeiro lugar em medicina numa universidade federal. e não é pra menos, é o evento que mais representa o universo geek e, se não me engano, é o único (no formato comic con) que dá uma importante visibilidade ao AA (Artists’ Alley – vila dos artistas). sem falar na rotatividade de pessoas. então, quem não quer estar nele? o Brasil inteiro passa lá e isso é bom para os negocio$.

e é sobre negócios que quero falar. é inquestionável o amadurecimento profissional dos artistas independentes, muito disso atribuo a galera da publicidade e design que decidiram chutar o balde e partir de vez pra nona arte e principalmente ao crowdfunding, que fez o povinho das tintas se virar e começar a apresentar trabalhos com um nível visual que não tínhamos antes. mas e agora, o que se faz com isso?

esse ano as regras das inscrições para o evento mudaram e com muita paciência, os organizadores avaliaram uma a uma e deu dicas nos grupos do FB (meo, que faculdade, órgão publico ou até mesmo evento faz isso) e muita gente foi entendendo onde estava errando.

a forma que você se apresenta profissionalmente pode definir o resto de sua carreira (ou se vai ter uma). e uma inscrição bem feita é um belo começo. afinal, para um concurso, faculdade ou aquele edital maroto (esse mais ainda) pra pegar um din din pro seu projeto você precisa ter sua inscrição impecável.  é você que deseja o lugar, estar nele, fazer parte dele. você e a torcida do flamengo. então imagina. não se enganem, inscrições para evento pode ser um ótimo exercício pois ele diz muito como você se enxerga.

depois vem o “se vender” para o público.

antes tínhamos uma postura (e uma parte significativa ainda tem) meio “artes plasticas” que, resumidamente,  é fazer o que a “inspiração” me diz e quem gostar que compre. nos quadrinhos não dá. é caro, leva muito tempo e sim, você faz diretamente para uma outra pessoa. uma pessoa bem diferente de você, com outras aspirações, passado, presente, pretensões ao futuro, enfim, outra pessoas e é com ela que você precisa se comunicar e isso se faz com histórias boas. maaaas, para que essa história boa chegue a elas você precisa estar onde elas estão INTERNET \o/ e é lá. um lugar onde milhares delas transitam de uma vez só. isso gera expectativas monstras que podem se tornar frustrações avassaladoras. é culpa do evento? do público? do coleguinha de mesa? você precisa saber vender, precisa ser “queridx” e pra isso você precisa se comunicar de forma direta com quem vai “te consumir”, com quem vai ser seu público. sacas?! internet é importante, mas em outra esfera. estou dizendo sobre o olho no olho. a pessoa falar direto com você.  a pessoa falar seu nome e você o dela. grandes negócios não se fecham por email. é ali, na mesa de reunião. no aperto de mão.

sei que é preciso engolir vários sapos ao decorrer do evento. repetir várias vezes a mesma história e ainda lidar com piadinhas e no final ter que re-arrumar a mesas mil vezes depois que o furação público passa. mas é pra ele que trabalhamos. pra ele que tu faz quadrinhos (depois daquela paixão pelo danado e empolgação de ter feito o primeiro gibi), com ele que você se comunica e é ele que deve ser seu principal parceiro de negócios. uma vez conquistado é fazer a manutenção e acredite, ele pode te levar longe 😉

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não temos um público leitor formado. isso está surgindo agora. do mesmo jeito que não temos quadrinista profissionais trampando pro nosso mercado apenas. viver com quadrinho autoral então– vixi, nem sei quando ou e se isso vai rolar. mas a oportunidade está dada. desengaveta aquela história. entenda que você não é o pior, muito menos o melhor contador de histórias de todos. números de curtidas e seguidores NÃO GARANTEM NADA!!! -não adianta ter um milhão te seguindo se apenas cem compram seu gibi e 50 apoiam seus projetos.

não! este post não é uma promoção ou defesa ao evento e sim de mostrar que essa (assim como outros eventos) é uma baita oportunidade de começar a por em pratica essas ideias. confiamos demais no “mago internet” e achamos que ele vai resolver tudo. não vai! não foi aprovado? ótimo, você está vendo onde está errando. conserte, melhore. de longe você só tem a ganhar. bora! up, up!! foi aprovado? legal! faça um bom trabalho e trate bem o seu público!! você está ali pra servi-lo com o que você tem de melhor, sua arte.