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CCXP > ENEM

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ser aprovado na CCXP ganhou proporções maiores do que ser aprovando no ENEM ou em primeiro lugar em medicina numa universidade federal. e não é pra menos, é o evento que mais representa o universo geek e, se não me engano, é o único (no formato comic con) que dá uma importante visibilidade ao AA (Artists’ Alley – vila dos artistas). sem falar na rotatividade de pessoas. então, quem não quer estar nele? o Brasil inteiro passa lá e isso é bom para os negocio$.

e é sobre negócios que quero falar. é inquestionável o amadurecimento profissional dos artistas independentes, muito disso atribuo a galera da publicidade e design que decidiram chutar o balde e partir de vez pra nona arte e principalmente ao crowdfunding, que fez o povinho das tintas se virar e começar a apresentar trabalhos com um nível visual que não tínhamos antes. mas e agora, o que se faz com isso?

esse ano as regras das inscrições para o evento mudaram e com muita paciência, os organizadores avaliaram uma a uma e deu dicas nos grupos do FB (meo, que faculdade, órgão publico ou até mesmo evento faz isso) e muita gente foi entendendo onde estava errando.

a forma que você se apresenta profissionalmente pode definir o resto de sua carreira (ou se vai ter uma). e uma inscrição bem feita é um belo começo. afinal, para um concurso, faculdade ou aquele edital maroto (esse mais ainda) pra pegar um din din pro seu projeto você precisa ter sua inscrição impecável.  é você que deseja o lugar, estar nele, fazer parte dele. você e a torcida do flamengo. então imagina. não se enganem, inscrições para evento pode ser um ótimo exercício pois ele diz muito como você se enxerga.

depois vem o “se vender” para o público.

antes tínhamos uma postura (e uma parte significativa ainda tem) meio “artes plasticas” que, resumidamente,  é fazer o que a “inspiração” me diz e quem gostar que compre. nos quadrinhos não dá. é caro, leva muito tempo e sim, você faz diretamente para uma outra pessoa. uma pessoa bem diferente de você, com outras aspirações, passado, presente, pretensões ao futuro, enfim, outra pessoas e é com ela que você precisa se comunicar e isso se faz com histórias boas. maaaas, para que essa história boa chegue a elas você precisa estar onde elas estão INTERNET \o/ e é lá. um lugar onde milhares delas transitam de uma vez só. isso gera expectativas monstras que podem se tornar frustrações avassaladoras. é culpa do evento? do público? do coleguinha de mesa? você precisa saber vender, precisa ser “queridx” e pra isso você precisa se comunicar de forma direta com quem vai “te consumir”, com quem vai ser seu público. sacas?! internet é importante, mas em outra esfera. estou dizendo sobre o olho no olho. a pessoa falar direto com você.  a pessoa falar seu nome e você o dela. grandes negócios não se fecham por email. é ali, na mesa de reunião. no aperto de mão.

sei que é preciso engolir vários sapos ao decorrer do evento. repetir várias vezes a mesma história e ainda lidar com piadinhas e no final ter que re-arrumar a mesas mil vezes depois que o furação público passa. mas é pra ele que trabalhamos. pra ele que tu faz quadrinhos (depois daquela paixão pelo danado e empolgação de ter feito o primeiro gibi), com ele que você se comunica e é ele que deve ser seu principal parceiro de negócios. uma vez conquistado é fazer a manutenção e acredite, ele pode te levar longe 😉

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não temos um público leitor formado. isso está surgindo agora. do mesmo jeito que não temos quadrinista profissionais trampando pro nosso mercado apenas. viver com quadrinho autoral então– vixi, nem sei quando ou e se isso vai rolar. mas a oportunidade está dada. desengaveta aquela história. entenda que você não é o pior, muito menos o melhor contador de histórias de todos. números de curtidas e seguidores NÃO GARANTEM NADA!!! -não adianta ter um milhão te seguindo se apenas cem compram seu gibi e 50 apoiam seus projetos.

não! este post não é uma promoção ou defesa ao evento e sim de mostrar que essa (assim como outros eventos) é uma baita oportunidade de começar a por em pratica essas ideias. confiamos demais no “mago internet” e achamos que ele vai resolver tudo. não vai! não foi aprovado? ótimo, você está vendo onde está errando. conserte, melhore. de longe você só tem a ganhar. bora! up, up!! foi aprovado? legal! faça um bom trabalho e trate bem o seu público!! você está ali pra servi-lo com o que você tem de melhor, sua arte.